16 fevereiro, 2010

OS ALENTEJANOS E AS SUAS ANEDOTAS



OS ALENTEJANOS TEM HUMOR NATURAL
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida.
Uma excursão de espanhóis no Alentejo...
Tinha acabado de chegar ao Alentejo uma excursão de espanhóis.
Ao verem um alentejano, o guia comunicou aos passageiros:
-Agora vou falar com este português... - e foi ter com o alentejano:
- Hola, como te chamas?
- Toino...
- Eu também me chamo António ! Qual é a tua profissão ?
- Sou músico...
- Eu também sou músico... E que tocas ?
- Toco trompete, e tu ?
- Eu também toco trompete. Uma vez fui à Festa de Nossa Senhora
do Remédios e toquei tão bem, que a Senhora se baixou do andor e começou
a chorar.
- E replicou o alentejano:
- E ê fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tão bem, tão bem,
que o Senhor largou a cruz, agarrou-se a mim e disse-me:
- Ah, g'anda Toino, tocaste melhor que o cabrão do espanhol que fez
chorar a minha mãezinha

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?


15 fevereiro, 2010

Alentejo - coentros em todos os pratos



O Litoral Alentejano estende-se ao longo de cerca de 120 quilómetros, incluindo os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira. As praias são o grande atractivo. A natureza a grande riqueza a fruir e preservar para as gerações seguintes. As vilas mais para o interior guardam segredos nos castelos, mesquitas transformadas em igrejas, cisternas e relógios de sol. Os petiscos, todos sabem a coentros - o arroz de coentros, a sopa de coentros, as migas com coentros, os ensopados também têm coentros...






01 fevereiro, 2010

Poema sobre Porto Covo

Escarpas esculpidas pela bravura doce do mar
Nas ondas do vento recantos de natureza ímpar
Falésias que contam estrelas-do-mar
Pintadas no céu em flores de emoção

Nas mãos do coração embalam em mim
O refúgio completo corais de pérolas
Cantam no mar encontros de paz
Vivos momentos a íris bebe liberdade

Nas asas das gaivotas voam os cabelos
Penteados pela brisa aromas marinhos
De olhos fechados percorre os céus
Auspiciosos sentidos abraçados

Vagueiam nas minhas veias os sorrisos
Das inerentes narrações sem palavras
Ilha de sonhos enamorados vislumbro
Ávidas correntes na lonjura do olhar.

Ana Coelho





31 janeiro, 2010

Porto Covo - Forte Ilha do Pessegueiro



Ilha do Pessegueiro

Terão sido os Cartagineses os primeiros a estabelecerem-se na Ilha antes ainda da II Guerra Púnica (218-202 a. C.). Mais tarde entre o sec.I e Sec V foram os Romanos que aí estabeleceram um centro um centro produtor de preparados de peixe do qual restam vestígios dos tanques de salga. Foi durante séculos refúgio de piratas e este facto terá sido o factor determinante para que em 1588 ter inicio da construção do forte. Esta construção é interrompida devido à construção do Forte de S, Clemente em Vila Nova de Milfontes. Filipe III em 1603, recomeça a construção mas todo este projecto que incluía um porto marítimo é pouco depois interrompida definitivamente. Entre 1661 e 1690 é concluído o "Forte de Fora".
Destinado defender a costa de piratas e corsários foi mandado edificar por Dom Pedro II . Era então usado em conjunto com o fortim erigido na própria ilha, arruinado pelo terramoto de 1755. É conhecida a existência de guarnição até pelo menos 1844.